sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O R A Ç Ã O MARE NOSTRUM

28 FEVEREIRO 2014

Sr. Presidente do Governo Regional dos Açores .
Vós que fostes eleito por obra e graça deste povo, crente nas vossas "divinas" palavras para ocupar o trono deste paraíso, tende infinita piedade de nós. Dai-nos livre acesso que sempre tivemos ao "calhau" às docas, enfim ao mar que nos pertence e no qual pescamos algum peixito como ajuda para mitigar a fome que a vossa esmola do complemento regional de € 53 não consegue suprir.
Livrai-nos senhor dos vossos judas que debitam leis inconcebíveis contra este povo que sempre teve e tem no mar o seu sustento e recreio pela sua proximidade.
Suplicamos pela vossa infinita misericórdia que nos seja devolvido o pleno direito de "apanhar patinha" que em conjunto com uns ovos mexidos com alho sempre contentou e contenta qualquer pobre. Cuidado senhor para não cair na tentação do diabo chinês que pretende fazer sushi da tradicional e inocente "patinha", coisa que não lembraria ao diabo mais velho ! Mas lembrou ! Ao chinês?
Senhor não te pedimos cana, menos que nos ensines a pescar mas o nosso mar que trazemos no sangue.
Tende infinita misericórdia deste povo que habita o vosso paraíso cercado de mar por todos os lados que tão bem sabe confecionar iguarias vindas do mesmo que fazem as nossas delicias e de quem nos visita. Senhor a vós rogamos pela vossa misericórdia que não nos limites mais à nossa residência e local de trabalho dexai-nos pescar e deambular livremente por este paraíso mais mar que terra. Livrai-nos senhor, da tentação do roubo que este povo sofrido pela insularidade, tanta proibição e austeridade não seja levado a cometer tão hediondo acto para calar a voz que fala mais alto . A fome!
Se persistir-des na vossa sagrada teimosia que nos seja facultado livre acesso às peixarias dos hipermercados deste paraíso a título gratuito afim de levantar o nosso dízimo, os pobres também comem . Senhor ouvi as nossas preces e com a vossa santa mão iliminai para sempre este ror de proibições que como convirá não caem bem em nenhum paraíso. Fervorosamente vos suplicamos que seja proibida, essa sim, a caça por mergulho que nada respeita evitando assim uma depredação feroz das nossas espécies costeiras que um anzol jamais provocou.
Permiti senhor que os mergulhadores "fotográficos" pesquem apenas e tão só fotografias como troféu.
Por fim senhor, reiteramos fervorosamente a devolução do nosso mar, do nosso peixe, dos nossos polvos, da nossa "patinha" etc. e a abolição definitiva destas proibições que a continuarem nos conduziram a um inferno onde é impossível viver. Aguardamos fervorosamente as vossas bênçãos das quais supomos ser dignos por todas as reeleições possiveis. Amen!
(Reze-se fervorosamente 52.793 votos)

(Texto de opinião pessoal e colectivo protegido por copyright) ensaiosobrealucidez52blogspot.com

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O CÚMULO DA RESILIÊNCIA

25 FEVEREIRO 2014

Algum "iluminado" cansado de utilizar a palavra paciência por não ter mais paciência decidiu vasculhar o dicionário de língua portuguesa na espectativa de encontrar uma palavra substituta de sentido aproximado, mas mais confusa para condizer com a situação político económica deste país. Saiu resiliência !
È uma palavra "desinteressante" que é utilizada actualmente em todas os vocábulos gramaticais do cotidiano em vez de paciência, e que foneticamente soa a qualquer coisa parecida com nome de medicamento depressivo.
Resiliência é empregue como se fora um "elástico" na humana capacidade de encaixe do metabolismo cerebral de cada um expandindo e contraindo sem "rebentar".
Nem todo o ser humano é dotado desta capacidade "altruísta" de não "rebentar o elástico a quente" daí que a resiliência se assume de imediato como palavra colonial, ditadora e fascizante. Os concursos para recrutamento de pessoal, já vem com o requesito de resiliente.
As extrapolações dos transportes aéreos abusam  da resiliência dos seus passageiros. Nos desgovernos deste país de que todos somos vítimas inocentes está bem implícita a tal de resiliência .
As listas de espera para cirurgias e exames de diagnóstico com duração de dois e três anos tem o poder de resiliência imperativa. Para um internamento hospitalar tenha sempre presente a resiliência, leve de casa a sua roupa de cama e toalhas, os hospitais da região não tem.
Se trabalha que se "esfola" e o estado lhe rouba uma uma generosa fatia do ordenado ... tenha resiliência.
O patrão não lhe paga os ordenados em atraso ... muita resiliência.
A sua reforma não dá para mandar cantar um cego ?! Cante você com resiliência! A água que bebe está contaminada com amianto ... beba resiliência. Está com a sensação de ter o mundo às costas ... isso é resiliência !
E porra para a resiliência que já lhe "rebentei o elástico". Perdão, foi sem querer D. Resiliência !
O cúmulo da resiliência imperativa é a condenação da mulher e do homem perante um orgasmo supremo, sem "rebentar o elástico" .

(Nota de opinião pessoal e colectiva protegida por copyright) ensaiosobrealucidez53blogspot.com

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ARQUITECTURA & SAÚDE

14 FEVEREIRO 2014

O "arrojo" arquitectónico é bem visível em todas as obras em curso ou recentemente concluídas na Ilha do Faial. Paisagisticamente mal inceridas, pejadas de arabescos de utilidade dúbia mas onerosa, para o erário público. Exemplo, o bloco C do Hospital da Horta cuja arquitectura provocou à população em geral certa apreensão interpretativa principalmente no que concerne à "utilidade" que tem as muitas toneladas de ferro "penduradas" no frontispicio e adjacentes ! Fácil ! Estas estruturas "caríssimas" tem uma "utilidade" terapêutica de ponta (não se trata-se de um hospital) que é colocar os doentes a fazer rappel relegando para o n u n c a a aquisição de meios técnicos de diagnóstico e tratamento que incrivelmente continuam a ser executados na Terceira, S. Miguel, e Continente o que constitui uma enorme "comodidade" para os deslocados e suprema "poupança" para o erário público que tudo sustenta. Criticar é fácil quando não se apresentam soluções. Aqui fica uma possível ! Quando as obras do bloco C do Hospital da Horta tiverem a sua conclusão (será que tem ?) retire-se todas aquelas toneladas de ferro desnecessárias e inestéticas negoceie-se a sua venda a um sucateiro a preço justo (que diabo o ferro está novo) com o produto da venda adquirir equipamento auxiliar de diagnóstico e tratamento para "povoar" o edifício e benificiar a nossa população massacrada por tanto desajuste nesta área tão carente e delicada como a saúde. O povo e os doentes agradecem encarecidamente, na urna elegendo ou destituindo o mérito de quem nos governa.
Mais coerência governativa, menos aparato megalómano são obras para as quais os arquitectos do bom senso não foram chamados e que se torna urgentissimo viabilizar para o bem estar de todos os Açoreanos. A exclusividade do "filho único" já foi abolida até na China, este é o progresso exequível e nunca uma "ditadura" arquitectónica a que se assiste que se deseja democrática para a classe e para este povo ávido de merecida justiça em qualquer área.
Juntar o útil ao agradável é o mínimo exigível sob a égide de um progresso digno desse contexto num avanço sem retrocesso consciente responsável e imparável .

(Texto de opinião pessoal e colectivo protegido por copyright) ensaiosobrealucidez53blogspot.com