quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O GATO DAS BOTAS DO CONDADO DAS ANGÚSTIAS

O GATO DAS BOTAS DO CONDADO DAS ANGÚSTIAS

Porto Pim e a sua fortificação com história, o porto em si com a sua rampa de varar num passado recente pejada de embarcações construidas em madeira com as quais milhares de pescadores colheram no mar o sustento das suas famílias. Era vê-los nas chegadas com o colorido dos seus pequenos barcos com abundante quantidade de diverso pescado colocado na "banqueta" do sopé do forte, na rampa, à disposição do freguês com possibilidades financeiras, porque o pobre não é comprador, e na época não era excepção. Mais tarde por determinação "régia" foi proibida a permanência de qualquer embarcação piscatória, e entregue ao veraneio sazão. Hoje é palco de banhistas sem assistência de salvamento, inexistência de instalações sanitárias, (directo no mar) e uma rampa pejada de limo escorregadio como "graxa" na qual muitos banhistas desconhecendo o perigo, pagaram caro a ousadia com quedas aparatosas e graves. Este ano de 2017, e após os danos pessoais, também por decisão "régia" foi pintada uma linha amarela no local de perigo e fixado triângulo com aviso preventivo do mesmo. Motivo de congratulação?! Não, de forma alguma! A pertinente questão é de que neste "condado" das Angústias reina o gato das botas e o seu fiel amo marquês de Camarus, razão porque cada "euro poupado" reverte para o reino. Para trás após as "besuntadas" promessas eleitorais ficou tudo por fazer, ou melhor, foi executado o excessivo, agradável ao marquês de Camarus, enquanto o necessário e gritante continua a leste do Paraíso: o lixo a céu aberto na Travessa de Porto Pim, a total degradação dos passeios das principais ruas desta freguesia mártir, a porcaria espalhada pelas ruas a aguardar chuva ou vento forte à espera de limpeza natural em cascatas e redemoinhos "encantadores". "Encantador" é também uma espécie de duche de encosto ao muro do forte, que já passou por várias metamorfoses, sobrando hoje vários tipos de tubagem, e torneiras. Curiosamente funciona, na ausência de melhor, os banhistas aproveitam o apetrecho para tomar o seu banhinho refrescante antes de regressar a casa; nada demais, não fora a utilização por parte dos mesmos de altas doses de gel de banho e shampoo utilizado que com subtil esgoto conduz directo ao mar, provocando uma enorme mancha de espuma massiva e em forma de bolhas poluentes.
Este gato das botas e o marquês de Camarus estão de parabéns, melhor é impossível. O rei vai nu, o povo aplaude as sucessões com olho gordo nas "grandezas" roubadas ao pormenor de onde tudo nasce e morre cegos como gatinhos das botas acabados de nascer.

Vitor Jorge
23/08/2017
30 likes - Horta Cidadania, 17 -Dar Voz Às Pessoas- 2 - Meu mural- 12

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O VELÓRIO DAS CAIXAS MULTIBANCO

O VELÓRIO DAS CAIXAS MULTIBANCO

Todos os anos nesta época as caixas multibanco desta cidade da Horta entram em modo de falência mortal estupidificante. Escutam impropérios, discursos lidibinosos, e sevícias dos mais afoitos: pontapés, socos, abanões, e outros que a situação propícia, isentas de culpa, à mercê do julgamento individual. Se não é possível aos bancos que operam estas caixas repor dinheiro em quantidade face à necessidade, seria de bom tom, por esta época esta informação no visor em várias línguas: ATENÇÃO, ESTA MÁQUINA NÃO DISPENSA DINHEIRO DURANTE A SEMANA DO MAR , VOLTE MAIS TARDE, OBRIGADO. Evitar-se-ia o desconforto e aborrecimento de quem pretende utilizar um cartão (por muito dourado que seja) tem que calcorrear a cidade inteira em busca do "milagre" que não acontece. Será que não há dinheiro disponível que baste à procura, ou não são tomadas as devidas providências necessárias para obstar o erro que proporciona uma péssima imagem da Ilha, desnecessariamente.
Se a questão reside na falta de papel moeda para reposição dos stocks necessários ao normal funcionamento das caixas multibanco, que se contacte a empresa de transportes aéreos campeã de aluguer de aeronaves SATA, versus air azores para o fretamento de um helicóptero pesado Kamov específico para o transporte de tonelagem em suspensão (no caso reforço de notas de banco) e operação no nosso aeroporto limitado a pousos e decolagens verticais em regime diário com prolongamento do funcionamento aero portuário noturno, minimizando olhares indiscretos e más línguas. Eis aqui a receita, a título gratuito, como contributo para o PS garantir a vitória nas próximas eleições. A tibieza do gato é gigante e não consegue esconder a enorme cauda visível diariamente, mau grado nesta semana do mar. Felizmente não temos a praga dos fogos, infelizmente falta de dinheiro, e sobras de esbanjadores profissionais, em ação  perto de si.

(Entre a alternância do parecer e não ser)

Vitor Jorge
09/08/2017

22 likes

terça-feira, 8 de agosto de 2017

FINALMENTE...

FINALMENTE...

Aparte os excessos comprometidos, a rua Cônsul Dabney reabriu de novo ao trânsito. Explendorosamente eleitoralista, comporta no subsolo "tudo" o que será supostamente exigível hoje e no futuro, se se abrirem novos buracos não deve ser motivo de estupefacção, será obviamente para encontrar alguma esferográfica Bic  esquecida no fervor da obra. À superfície nada de novo, seria expectável em vez do asfalto, a pavimentação em betão e teríamos uma séria concorrente à rua mais íngreme do mundo, a Baldwin na nova Zelândia com uma inclinação de 35%, faz parte do Guiness, e é atração turística mundial no festival anual Baldwin Street Guttebuster no qual os turistas se divertem a subir e descer a rua, ao cimo conta com uma fonte de água fresca potável para saciar a sede, o que aqui escapou. Lá como cá esta "maravilha da tecnologia local" poderia ser rentabilizada com entradas pagas, o preço de cada bilhete lá é de um dólar e noventa cêntimos, revertendo o dinheiro para obras de caridade. Por cá, uma sugestão moderna com a marca PS faria toda a diferença: alugueres de patins, skates, carrinhos de esferas, caiaques, bandeirinhas, lenços, sacos para enjoo, rolos de papel higiénico, e fraldas descartáveis exclusivas para as visitas do executivo regional e camarário. Esta nota, só para provar que o progresso existe distante destas paragens. O povo estava tão habituado aos desvios que nem daria por nada. Viva o PS e as suas obras eleitorais desenxabidas.
Nota: seria sensato contabilizar as esferográficas não vá o diabo fazer das suas quando isto arrefecer.

(Entre a alternância do fazer e não fazer)

07/08/2017

Vitor Jorge

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

FRIEIRAS NO VERÃO

FRIEIRAS NO VERÃO

Um autarca renitente e eleitoralista, um governo regional caquético, são os ingredientes desta pandemia local em pleno verão que naturalmente surge no inverno. As alterações climáticas são um facto consumado, se lhe juntarmos um punho rosa recheado de incompetências, como resultado final temos frieiras pandémicas com feridas purulentas que inevitavelmente infetam a sociedade Faialense com danos irreversíveis a todos os títulos, sem dó, mas com ré-mi-fá-sol-lá-si, para alegria de totós que reservam para si um direito inalienável: o de não pensar em coisa nenhuma. São os eleitos.
Em consciência todos concordamos que para construir ou reparar tem que se fazer obras. Qualquer obra demora mais ou menos tempo na sua concretização, também aqui a concordância generalizada, mas quando a sua programação e cálculos falham por redundância oportunista e eleitoralista, aplica-se a lei de Murphy: "se algo pode dar errado vai dar errado". É o caso! Os Faialenses continuam submetidos aos prejuízos e sevícias patrocinados pela total desordem camarária na pior época do ano. À guisa de panaceia previna-se com uma embalagem de pomada Thrombocid, quando se deslocar a pé, torre o dinheirinho das férias em combustível nos infindáveis desvios e reze um terço por chegar viva(o) a casa após a odisseia. Dê graças por ter um fio de água "potável" na torneira para o cafezinho, tome banho de mar, almoce e jante no "refeitório municipal",  e pragueje até que a voz lhe doa, são carícias que os nossos autarcas lhe agradecem com o destempero altaneiro das frieiras eleitoralistas. Os dias são de festa rija, do medo nasceu o pânico ataviado na surdina das amenas cavaqueiras de todos os dias. Enquanto isso, os dias sucedem-se às noites na sua intemporalidade irreversível, como irreversíveis são as situações gritantes dos Faialenses a cada alvor mais pobres nas suas justíssimas ambições de progresso e bem-estar, ora vejamos a primeira página de espesso volume: o amianto afinal é "benéfico" para a saúde, o hospital da Horta continua uma pantomima, a Sata "Air Azores" bateu o recorde das bravuras dos heróis das bandas desenhadas do Super Homem, Batman, Capitão América, e Lucky Luke, o aeroporto da Horta permanece um apeadeiro aéreo sem hipóteses de "aumento de extensão", as redes viárias da ilha degradam-se ao ritmo natural da deficiente pavimentação, os turistas protestam em terra, divertem-se no mar, que já grita por obras, a unidade do triângulo perdeu-se, expectante no Sebastianismo utópico. Residentes e turistas sofrem na carne os prejuízos, e a desilusão de mais um verão perdido neste eczema de frieiras eleitorais,  cuja profilaxia de cura será sempre o voto consciente da mudança nas alternativas válidas já anunciadas. Diga não à fome feroz das frieiras por quatro invernos e verões. Tome o gosto de uma liberdade responsável progressista e participativa. Há alternativas.

Vitor Jorge
04/08/2017