domingo, 15 de novembro de 2015

A ciência merece credibilidade ?


Os 10 maiores escândalos ! Quando se trata de saúde pública, há pouca margem para erro. As repercussões podem ser sérias, para não dizer mortais, e permanecer por muito tempo na memória da população. Embora os avanços tecnológicos e legislativos tenham ajudado a acabar com alguns problemas na área médica, recentes casos de grande repercussão mostram que na indústria farmacêutica altamente competitiva e orientada a lucros – e na área de saúde pública mais amplamente – crises e escândalos continuam a ser uma ameaça para nós. De erros genuínos a histeria movida pela mídia e enganos intencionais e até mesmo maliciosos, confira escândalos médicos e outros desastres de saúde da história da medicina: 10. Vacina MMR e autismo.Reclamações sobre a ligação da vacina MMR (para sarampo, caxumba e rubéola) com autismo fizeram manchetes no Reino Unido no final dos anos noventa. Em 1998, o cirurgião e pesquisador inglês Andrew Wakefield liderou um grupo que publicou um artigo na altamente conceituada revista médica Lancet mostrando evidências que ligavam a vacina a transtornos de desenvolvimento. As reivindicações de Wakefield levaram a uma série de estudos importantes, e nenhum dos quais provou qualquer ligação. No entanto, o artigo já havia incitado um frenesi da mídia e levou a prejuízos, processos, além de prejudicar a saúde das crianças cujas mães ficaram com medo de vaciná-las. Preocupações sobre a vacinação chegaram até mesmo em outros países, como os Estados Unidos e o Japão. Com a diminuição das taxas de vacinação MMR registrada no Reino Unido e na Irlanda, houve aumentos significativos de casos de – e mortes relacionadas com – caxumba e sarampo. Em 2004, uma investigação revelou finalmente que Wakefield havia manipulado as evidências de seu “trabalho cientifico”, além de ter vários conflitos de interesses que não foram divulgados. O artigo foi totalmente retirado de publicação em 2010, mesmo ano em que Wakefield foi expulso do General Medical Council. O consenso científico agora afirma que não há ligação entre o autismo e a vacina MMR. 9. Esquema de transplante de rim ilegal.Em 2008, a Índia ficou chocada quando um esquema de transplante de rim ilegal foi exposto na cidade de Gurgaon, no estado de Haryana. Descobriu-se que centenas de trabalhadores pobres foram intimidados por homens armados ou enganados a “doar” órgãos, e as autoridades acreditavam que os destinatários tinham sido indivíduos ricos – incluindo estrangeiros. Ao longo de um período de 10 anos, cerca de 600 transplantes de rins foram realizados numa casa particular equipada com alta tecnologia médica. Depois de uma batida policial em janeiro de 2008, vários criminosos foram presos e cinco doadores involuntários salvos e transferidos para um hospital próximo. Surpreendentemente, foi descoberto mais tarde que no mínimo de dois hospitais estavam envolvidos no esquema. Pensa-se que as vítimas recebiam uma oferta de cerca de 50.000 rúpias (R$ 1.820) pelos seus rins. Se elas recusassem, eram drogadas e seus órgãos removidos à força, e vendidos mais tarde por até 10 vezes o preço acima mencionado. Logo após a invasão policial, alguns receptores de rim foram detidos, incluindo três cidadãos gregos e um casal indiano que morava nos EUA. 8. O cavalo Jim e o tétano.A contribuição do cavalo Jim para salvar vidas no final do século 19 não pode ser questionada. O soro sanguíneo do animal foi concebido para produzir a antitoxina da difteria e usado para fabricar mais de 26,5 litros de anticorpos utilizados contra essa doença contagiosa do trato respiratório, potencialmente mortal especialmente para crianças pequenas. Em seguida, no início de outubro de 1901, Jim recebeu uma péssima notícia: tinha contraído tétano. Por conta disso, teve que ser sacrificado. Na mesma época, no entanto, uma menina de St. Louis (EUA) morreu, e descobriu-se que o soro de Jim tinha causado sua morte. Posteriormente, foi revelado que o soro retirado do cavalo de 30 de setembro em diante estava infectado com tétano em fase de incubação. As amostras não tinham sido testadas – um processo que poderia facilmente ter descoberto a infecção. Além disso, frascos de soro obtidos em 30 de setembro haviam sido marcados como “24 de agosto”, erro que custou a vida de mais 12 crianças. O b contribuiu em parte para a criação de uma lei de controle biológico nos Estados Unidos em 1902, e abriu o caminho para a introdução da Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA, na sigla em inglês) em 1906. 7. Recall de heparina.Em 2008, a FDA anunciou um recall em grande escala do medicamento heparina, após descobrir lotes contaminados da droga que haviam sido fabricados na China pela Scientific Protein Laboratories, uma empresa dos EUA. A heparina é injetada em muitas pessoas para prevenir coágulos sanguíneos e é derivada de tecidos de animais abatidos, como intestinos de vacas e pulmões de porcos. O recall seguiu relatórios que alegavam que 81 mortes e 785 lesões graves estavam ligadas à droga. Investigações identificaram um contaminante no medicamento, derivado de sulfato de condroitina, que pode ser utilizado como suplemento dietético, mas não como remédio. Pior de tudo: várias razões levaram as autoridades a crer que a contaminação foi deliberada, incluindo o fato de que o contaminante imita o efeito da heparina, mas custa apenas uma fração do seu preço. O motivo para a contaminação foi provavelmente uma combinação de corte de custos e falta do tipo certo de porco na China. No início de 2012, a FDA adicionou 22 fornecedores chineses de ingredientes de heparina a uma lista de alerta, e declarou que não tem dinheiro nem poder suficiente para inspecionar tais fabricantes no exterior em uma base regular. 6. Desastre do “elixir de sulfanilamida” .A Lei Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos (FDCA) dos EUA entrou em vigor em 1938, e deu à FDA o poder de supervisionar a segurança de alimentos, medicamentos e cosméticos no país. De certa forma, o desastre “elixir de sulfanilamida” de 1937 (e o clamor público que gerou) contribuíram para sua realização. Mais de 100 pessoas foram envenenadas e morreram quando sulfanilamida, um antibiótico, foi dissolvido em dietilenoglicol (DEG) e comercializado como Elixir de Sulfanilamida. Apesar de relatos indicarem que o DEG era perigoso para seres humanos, tal informação não era amplamente conhecida, e o farmacêutico-chefe da fabricante de medicamentos S. E. Massengill fazia parte da maioria desinformada. Na época, não havia regras que exigiam testes de segurança em novos medicamentos antes de irem à venda. E, enquanto empresas farmacêuticas faziam rotineiramente testes em animais, a Massengill não tinha realizado nenhum neste caso. Logo após o elixir com sabor framboesa chegar ao mercado em setembro de 1937, houve relatos de mortes. Investigações posteriores isolaram a causa. O escândalo levou à aprovação da FDCA, mas a companhia Massengill só foi sujeita a uma multa mínima devido às estipulações da lei anterior, de 1906. Ainda assim, com julgamento pendente, o farmacêutico-chefe tirou a própria vida. 5. Falta de higiene e meningite fúngica  Em outubro de 2012, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA seguiu a trilha de um surto de meningite fúngica à contaminação de medicamentos administrados como injeções esteroides epidurais. Empacotado e vendido pela farmácia com sede em Massachusetts (EUA) New England Compounding Center (NECC), os medicamentos estragados tinham sido enviados para 75 clínicas, hospitais e centros cirúrgicos em 23 estados americanos. Entre maio e setembro do mesmo ano, cerca de 14 mil pacientes receberam a medicação. Enquanto as pessoas relataram sintomas em agosto, a infecção era tão estranha que uma causa comum não foi suspeita até o mês seguinte. Na verdade, os casos de meningite atribuídos às variedades de fungos implicados eram tão raros que sua descoberta e tratamento médico exploraram território novo. Em meados de janeiro de 2013, 678 pessoas haviam contraído a doença fúngica e 44 morreram. Investigações preliminares descobriram que falta de higiene no NECC era a culpada pelo surto. Autoridades descobriram que o NECC havia distribuído a droga apesar de ainda estar esperando resultados de testes que indicariam se o lote estava ou não estéril. Até 15 de dezembro de 2012, mais de 400 processos judiciais foram lançados contra a empresa. 4. Implantes explosivos  Fundada em 1991, a empresa francesa Poly Implant Prothese (PIP) vendeu implantes mamários por quase duas décadas. Em seu auge, fabricou 100.000 implantes por ano, fornecendo um total estimado de 400.000 mulheres em todo o mundo. Então, em 2009, cirurgiões franceses começaram a relatar números altos de implantes PIP que tinham rompido. Os acontecimentos que se desenrolaram foram dramáticos. Verificou-se que, em 2001, a PIP tinha começado a usar silicone de grau industrial não autorizado na fabricação da maior parte de seus implantes, em vez do silicone de grau médico recomendado. Isto reduz o custo de fabricação dos implantes por 90%, mas aumenta a possibilidade de ruptura, que pode causar inflamação, irritação e liberação de substâncias tóxicas no corpo. E, enquanto não houve nenhuma relação comprovada ainda, 20 mulheres com implantes franceses supostamente defeituosos foram diagnosticadas com câncer. As autoridades francesas recomendaram que as mulheres do mundo todo com implantes PIP os removessem. De 672 remoções preventivas registradas, os implantes tinham estourado em 43 casos (até dezembro de 2011). O escândalo provocou uma onda de reclamações legais que levaram à falência da PIP em 2009 e a eventual liquidação da empresa dois anos depois. 3. Xarope venenoso. Em 2007, 70 anos depois do infame escândalo do Elixir de Sulfanilamida nos EUA, um surto semelhante causou a trágica perda de centenas de vidas no Panamá. Fabricantes de produtos farmacêuticos utilizaram dietilenoglicol, comumente usado em anticongelantes e fluido de freio, para fazer xarope para tosse, acreditando equivocadamente que era glicerina. O ingrediente levou a nada menos do que 365 mortes no país, e foi rastreado até a China. Descobriu-se que o dietilenoglicol importado utilizado foi originalmente denominado “TD glicerina”, que na China aparentemente indica que é um substituto de glicerina.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

ACERTE O RELÓGIO BIOLÓGICO

Paul Kelley, investigador da universidade de Oxford, revelou que, consoante a idade, deve aprender a respeitar os horários do seu corpo. Num estudo publicado recentemente, o cientista indicou os timings mais indicados para comer, dormir e fazer sexo de encontro com a faixa etária.
+ Aos 20 Fazer sexo às 15 h, almoçar às 15,30h e adormecer à 01h.
+ Aos 30 Fazer sexo às 8h20, almoçar às 14h20 e adormecer às 23h40.
+ Aos 40 Fazer sexo às 22h20, almoçar às 13h50 e adormecer às 23h30.
+ Aos 50 Fazer sexo as 22h, almoçar às 13h e adormecer às 23h.
+ A partir dos 60 Fazer sexo às 20h, almoçar às 12h e adormecer às 22h.
Apego-me à esperança de que este cientista seja um brincalhão que se diverte a esquematizar o que no caso presente nao é esquematizavel. Imagine o leitor que consoante a sua idade teria de seguir estes trâmites desconexos? A vida perderia todo o paladar e sentido fisiológico passando a ser uma autêntica contradição natural do elemento humano. Como as profissões dignas foram postas de parte perante o "avanço tecnológico" este pseudo cientista teria a vocação digna de um sapateiro, pouco inteligente .

MAIS FOTOGRAFIA, MENOS MEMÓRIA

Nunca se fotografou tanto como nos dias de hoje e só o Instagram regista cerca de 90 milhões de imagens novas todos os dias. Mas um estudo da universidade de Fairfield, nos EUA, revelou que o hábito de fotografar pode ser prejudicial para a memória, uma vez que interfere com a capacidade para recordar momentos e acontecimentos. "Esperamos que o aparelho se lembre por nós, e por isso, interagimos menos com o que nos rodeia e processamos menos informação", salienta a psicóloga Linga Henkel, co- autora do estudo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O PROGRESSO DOS OUTROS

Uma grua, uma lancha e um farol.
Dromen aan zee- Holanda

Quem se sente fascinado pelo movimento portuário, pelas luzes que se refletem na água e pelos navios que chegam de outros mares deve aproveitar a ideia da cidade da Horta (perdão,de Harlingen na Holanda,) "traído pelo H". À disposiçao dos turistas e residentes para um dia ou uma noite fora do comum, estão uma antiga grua do porto, um farol e uma lancha rápida salva vidas convertidos em suites hoteleiras.
A grua, que ainda gira, permite vistas de 360 graus sobre a paisagem e a lancha é tambem excelente para rápidos passeios no mar de Wadden. O farol dispõe de um rádio de ondas curtas que permite seguir as conversas entre os navios e a capitania. Para os Faialenses fica esta dica: quando lhes der na gana passear numa doca, já sabem, compram uma passagem até Harlingen e desfrutem desta maravilha do bom senso e do progresso, cá temos muito melhor paisagisticamente, lamentavelmente o que nos regride no tempo são as cabeças rolantes vazias de massa encefálica que ainda ninguém se lembrou de exportar para Plutão.
Nas guerras de bastidores protagonizadas por este povo Faialense que assiste de bancada ao desmantelamento da sua vivência, história e tradições seculares, urge passar à prática : em vez da instalação de armamento atómico com comando à distância para derrubar as muralhas onde nos vão enclausurando sistematicamente, exige armamento bem mais simples e eficaz, a unidade e o manifesto da presença física in loco no protesto e defesa do que é muito nosso. Caem muralhas barreiras instauradas por este governo regional que não respeita as especificidades de cada ilha generalizando o que jamais será generalizavel . Queremos livre acesso à nossa doca-porto icone desta cidade desde a sua construção, local de lazer e de umas míseras operações de carga e descarga que não justificam de forma alguma a sua interdição, uma afronta e profunda ofensa à dignidade dos habitantes deste ilhéu paradisíaco onde acontece mar por todos os lados menos nas cabeças rolantes da hipocrisia que o povo elegeu para sua desgraça. Desejo ver o povo a derrubar os muros que lhe são impostos ilogicamente numa perda gradual e sistematizada do seu território. Estaremos limitados á janela da residência da depressão, com as consequências negativas que o serviço regional de saúde não trata por deficite de verbas. Cuide da sua saúde com o mesmo cuidado com que cuida o seu património, dois bens indissociáveis, mas diga presente, em alternativa tradicionalista deixe- mos que o medo e o conformismo continuem instalados à mercê do vosso governo estrangulador exímio das vossas liberdades, que caso desconheçam são um direito humano inalienável .

AVISO : ESTE TEXTO TÉM CONTEÚDO ALTAMENTE PREJUDICIAL À GARANTIA DO SEU POSTO DE TRABALHO E OUTRAS REGALIAS DE QUE BENIFICIA NO SISTEMA VIGENTE, LEIA EM PRIVADO, NÃO COLOQUE LIKES, NEM O DIVULGUE SEJA A QUE TÍTULO FOR SOB PENA DE SOFRER CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS QUE A LIBERDADE DO AUTOR DESCONHECE.

( texto de opinião pessoal e colectivo isento de partidarismos protegido por copyright)
O autor não utiliza o acor
do ortográfico
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O VIAGRA DO CÉREBRO

O doping mental

O rebuliço internacional de medicamentos como o Modafinil - indicados para uma doença mas cada vez mais usados por profissionais e estudantes saudáveis que vêem nestes benefícios cerebrais, nao se esgota nas divergências entre ciência e especialistas ou entre guerrilhas comerciais de laboratórios. Vai para além disto e abre uma outra polémica: a do "doping mental". Do mesmo modo como, no passado, houve necessidade de criar uma Agência Mundial Antidoping no desporto, provavelmente, no futuro, existirão entidades internacionais que regulam as "batotas" entre profissionais e até estudantes. E o que nos diz a ética ao sabermos que o colega do lado dorme três horas por dia, produz mil vezes mais e melhor do que você e jamais se cansa ? "Um número cada vez maior de empresários, de profissionais de diferentes áreas, tal como estudantes universitários, descobriram nas novas "smart drugs" a formula mágica para aumentarem a sua eficácia num mundo cada dia mais exigente e concorrencial. "Mas elas vem criar um ambiente injusto em termos de concorrência", disse sob anonimato ao site " Nootrimente.com" um funcionário de uma empresa de regulamentação de medicamentos. Já Nick Bostrom, director do Future of Humanity Institute, da universidade de Oxford, assume: "psiquiatras são procurados por pacientes que temem a concorrência de colegas de trabalho claramente "dopados": chegam mais cedo e saem mais tarde do escritório, nunca estão cansados e às vezes nem piscam os olhos. Por seu lado, encantados com a produtividade inesgotavel dos seus funcionários, os chefes passam a exigir de todos o mesmo desempenho. Se esta tendência se generalizar, as pessoas que nao querem tomar este tipo de fármacos podem ser deixadas para trás ou sentir-se obrigadas a toma- los.

Os efeitos colaterais do Modafinil: irritabilidade, excitação, tremores, tonturas, dores- de- cabeça, náuseas, e dor abdominal, palpitações, e está conta indicado a crianças, a pessoas com historico de arritmias cardiacas e hipertensos. Actualmente vende-se apenas sob receita médica, mas as vendas online através de varias plataformas na internet, são incontroláveis.

(in Happy Woman)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

HALLOWEENOMANIA

O termo "Hallowe'en" surgiu no século XVII e é uma abreviatura escocesa de "Allhall-even", literalmente "noite de todos os santos" ("eve of all saints"). De origem celta, este evento assinalava no calendário gregoriano adoptado no século XVI , o fim do verão e o início do inverno, com algumas nuances: afugentar "espíritos malignos", prestar tributo aos mortos, jogos, culminando com fogueiras no topo das montanhas, e um repasto preferencialmente adocicado.
Popularizado pela cultura norte-americana que se apropriou de uma cultura tipicamente Irlandesa começaram a deturpar o Halloween mascarando-se e começando a pedir dinheiro porta a porta, uma prática que acabou por se tornar na actual "trick or treat" ("doce ou travessura"). Porém apesar dos esforços das escolas e comunidades locais, o vandalismo acabou por tomar conta das celebrações nas décadas de 1920 e 1930 e expandir-se pelo mundo " como exemplo a seguir necessariamente" patente americana de que tudo o que é americano é "bom".
Século XXI, os meios de comunicação,a propaganda de americanização global, a emigração portuguesa fotocopiadora fiel de asneiras em 3D fez chegar as estas ilhas dos Açores deturpações elevadas ao cubo que não tem qualquer cabimento nas tradições centenárias deste povo, adulterando pejorativamente a sua essência. De uma extensa lista de aberrações destaque para o Halloween popularizado também como dia das bruxas que substituiu o tradicional pão por deus. Lá como cá, o que é mau tem uma forte aderência de alguns grupos da juventude local que anualmente na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro decidem brincar com o inferno encarnando diabretes cobardolas, que sofrem de decidofobia, e vivem com o ideal de que comportamento e civilização vem escarrapachados nas páginas amarelas. Selecionam as suas vítimas premeditadamente entre pessoas idosas e vulneráveis que não tem hipótese de defesa entregam-se ao vandalismo prazenteiro de partir janelas portas, levando as suas vítimas ao pânico total com consequências graves para a saúde e bens das mesmas, simultaneamente baterem na porta errada e serem eles próprios as vítimas da sua ousadia desconexa. Quem suporta os prejuízos?! Logicamente as vítimas com recursos financeiros limitados. Não é possivel ter um policia para cada malfeitor, mesmo assim, a PSP da Horta conseguiu abortar a continuação de algumas diabruras em curso. Uma coisa é os pequeninos acompanhados dos pais ou familiares pedirem o moderno pão por deus (guloseimas, Halloween diurno) outra é a prática premeditada do vandalismo levada a cabo por jovens em idade responsável que deve ser banida de forma exemplar afim de desencorajar possíveis crescendos de barbárie. É nos jovens que depositamos as nossas esperanças do porvir, aos pais cabe essa tarefa de lhes incutir valores humanos e respeito pelo próximo, a maior herança que devemos e podemos delegar nos nossos progenitores não se encontra nas novelas, nas páginas do Der Spiegel, muito menos na casa dos segredos.
O bem e o mal não surgem do nada, alguém os meteu nas nossas cabeças à martelada. Ao nascermos, éramos pedras que esperávamos que a vida nos talhasse, ao crescermos transformamo-nos em estátuas. Podemos quebrar-nos rasgar-nos, mas basicamente já não mudamos. Na vertigem do tempo a educação é uma pesada responsabilidade dos pais nem sempre assumida de forma consciente e coerente com a realidade que vivemos e desejamos livre e justa para o progresso salutar de uma humanidade credível e participativa na difusão da unificação imprescindível à sua autêntica identidade. O bem!

(texto de opinião pessoal e colectivo protegido por copyright)
O autor não utiliza o acordo ortográfico
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O CHOQUE DA CIVILIZAÇÃO

Acostumados como estamos a enganar-nos mutuamente, pelo prazer de receber em retribuição outras tantas mentiras, repetimos sem cessar a palavra "civilização", com todos os adjectivos e verbos do mesmo radical. Cumpre, porém, ter a coragem de dizer que os famosos "alvores da civilização", mencionados quando acenamos à invenção da roda e da piroga, são os nossos dias, a nossa época. Hoje e não naquele tempo continuamos na aurora da civilização, sujeitos a contínuos retornos elípticos ao passado. Seria lícito perguntar se a civilização já despontou, ou se somos quando muito mulheres e homens da idade da pedra que instalaram na caverna o aquecimento central a televisão e o frigorífico.

O dinheiro! Sob duas estimativas diferentes; a primeira é a noção equilibrada de quem dá ao dinheiro o peso exacto; a segunda é a estimativa errónea do homem intoxicado pelo dinheiro.
Quando é demais, o dinheiro converte-se numa doença moral, uma espécie de envenenamento do sangue.
Existe um preço para tudo nesta louca cavalgada "civilizacional"! Ainda não foi descoberto um truque para vender o Sol; inventaram-se, porém, as lâmpadas de quartzo que nos dão um pouco de aquém e de além do espectro solar.
Os homens extraordinariamente ricos, são maníacos, enfermos, psicopatas . Em suma, sejamos francos: para que serve todo esse dinheiro aos ricos, conquistado à escravidão dos pobres ? De que lhes vale uma coleção de automóveis, senão há possibilidade de utilizar mais que um de cada vez? Por muito que possua, ninguem poderá fazer mais de três ou quatro refeições diárias; não ocupará mais que uma poltrona nem viajará melhor que em primeira classe. Por mais que se use a roupa, esta não durará menos que uma estação. De cinquenta pares de sapatos, escolhe afinal sempre o mesmo par, o que não magoa os pés. As adegas transbordantes de vinhos caros tornam-se inúteis, porque o médico de luxo, forçado a dizer qualquer coisa para justificar o preço da consulta,recomenda a abstenção de bebidas.
O colecionador hipertrófico de dinheiro acaba colhendo desprezo. Quanto mais se ilude de atrair os homens, tanto mais se vê isolado de si mesmo. Olhando as ruas frente a uma janela veem-se pessoas, frente a um espelho tambem ele de vidro, revestido com uma camada de prata deixamos de ver os outros e só nos vêmos a nós próprios.
A camada de prata! A barreira de prata ou de ouro é que leva o operário, o artista, o boémio, o refratário, o irregular, o não conformista,a repartir com o pobre a sua ultima nota de vinte, ao passo que o multimilionário, a sociedade anónima, a alta finança afrontam o tribunal, o ridículo para negar os cinquenta euros que devem sacrossantamente ou para obrigar outrem a pagar os cinco euros em dívida.

Nascemos para viver numa paisagem idílica e pura. Os sinais de trânsito, as proibições de pescar, os avisos proibitivos do todo, de tudo, relegaram a origem humana para jaulas obscuras, residências predilectas das depressões e frustação global reduzindo o homem a uma insignificância para a qual não foi gerado. O sofrimento!
A ferocidade colectiva da "civilização" só serviu para educar a juventude a defender-se por quaisquer meios mais ilícitos que lícitos, contra as injustiças futuras.
Na área social, o retrocesso o embrutecimento colectivo atingiram a auge do individualismo crónico e estupidificante! O homem não se pronuncia, abstem-se, estagnou no alumbramento da sua origem.

As religiões e seitas, produtos humanos, tomaram a seu cargo a destituição da moral fragmentando, alimentando ódios e guerras, fanatismos que nenhum deus tem capacidade de pacificar perante a derrota. Caprichosamente os deuses continuam infalíveis na mente dos seus criadores; agora loucos varridos que agem intempestivamente renegando a sua própria origem "pacificadora e unitária". O homem está só, desagregadamente só ! Não pensa age segundo critérios dos seus opressores que o conduz indubitavelmente à barbárie e ao caos.

Dá-se preferência  ao fast food, às frases feitas por livres pensadores, aqueles que se reservam o direito do lodibrio de não pensar em coisa alguma. A busca incessante por uma possibilidade de vida noutro qualquer planeta são a prova inequívoca de que não se está bem em nenhum local do planeta terra, prevertido e destroçado por esta espécie de bárbaros indiferentes ao idilico paraíso do qual descendem de uma ordem natural !

Somos intolerantes entre nós e vamos buscar inimigos supranumerários, novos concorrentes. O homem, "esse desconhecido" no campo da biologia, é ainda mais desconhecido no campo da psicologia; e o nosso pouco e presunçoso saber é tao incerto e contraditório, que todos os dias sofremos desmentidos. Falamos em pôr a guerra fora de lei, ó ingenuidade, de pôr fora da lei a ultima invenção mortífera; no outro dia cogita-se um aperfeiçoamento que a torna mais mortal.
A ciência evoluiu vertiginosamente em sentido contrário às necessidades humanas desenvolvendo armamento atómico capaz de uma destruição global, enquanto isso as grandes doenças que afectam a humanidade permanecem férteis pela importância que representam para o grande capital que se alimenta vorazmente deste desconexo.

Quando se efectuou o teste da primeira bomba atómica na Ilha de Bikini, toda a população pacífica da Ilha de coral e madrepérolas foi convidada a mudar-se para outra parte. As mulheres de cabelos engrinaldados de jasmins procuraram novos jasmineiros em Ilhas mais sossegadas; os anciãos embarcaram, nas pirogas, os ídolos, os feitiços, os tabus esculpidos pela faca dos antepassados; os jovens partiram, cantando, para um novo "quem sabe onde ?" à procura do problemático "talvez" da sua vida, que continua sendo o mesmo da dita "civilização" da actualidade.
Mas o choque de hoje, choque da "civilização" é um drama não previsto pelo próprio Wells, que previu a guerra interplanetária.

(textos de opinião pessoal e colectivo protegido por copyright , é proibida a divulgação sem prévia autorização do autor)
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