domingo, 17 de julho de 2016

ZAPPING À FLA

Queixa-se a FLA de um clima de medo instaurado na região que limita, segundo a mesma, a representatividade em todas as ilhas, assim como a participação pública das populações em qualquer evento desta organização separatista, e criminosa, que promete fortalecer e extremar posições no terreno em parceria com associações independentistas Europeias, entenda-se americanas.
É de bom tom conter os excessos de testosterona, até porque o Rambo e quejandos já passaram à história, as façanhas bombistas, os ataques covardes ao património, e as mariquices pseudo guerrilheiras também. A cobardia continua igual a quem a pratica, porém os cenários mudaram, o risco é por demais elevado aos agitadores da discórdia e da guerra.
Queremos paz e prosperidade.
O que à FLA não interessa, é o facto da não representação do desejo íntegro do povo Açoriano, que nunca representará, defendendo com unhas e dentes exclusivamente as elites capitalistas, ou sejam: eles próprios.
A FLA acredita que o produto do pescado nos mares da região basta à sua total autonomia financeira, acrescida da lavoura, derivados, turismo, alguns artesanatos, uns pózinhos de perlim pim pim, e das restantes misérias em que vive o povo destas ilhas.
As grandes propriedades privadas continuarão pertença dos dois ou três que sempre as dominaram, dominam, e continuarão a dominar com mão de ferro a escassa indústria e economia financeira Açoriana.
Se a riqueza dos mares Açorianos, a sua lavoura, indústria, e lavoures, nunca tiraram o povo da miséria, tem a FLA a solução milagrosa das gestões na rica imagem do Santo Cristo? Ou será que nas sujas mãos dos judeus agiotas que detém e mantém as únicas grandes fortunas seculares destas ilhas à custa da exploração vergonhosa deste povo? Emigrantes Açorianos bem sucedidos ( os que bateram de cabeça no el dourado) em território americano constituem os principais financiadores da FLA. Estarão dispostos ao regresso e a enterrar as suas gordas fortunas nos Açores? Em troca de quê? Nem mortos! Pretendem estes púdicos falsos salvadores dos Açores a anexação há sua querida pátria americana, com a finalidade única da manipulação, engordar o seus próprios impérios financeiros, uma fórmula suez de escravidão premeditada com comando à distância.
Os números de aderentes à causa independentista é visivelmente manipulado, não vai além do milhar de pessoas, com IVA, e por grosso, o que na realidade lhes preenche as "estatísticas" são os emigrantes que na sua larga maioria pretende cuidar da sua vidinha honestamente. Pessoas simples, instrumentalizadas na falsa crença do milagre que nunca existiu, nem existirá, simplesmente porque prevalecerão os outros que não vão em charopes independentistas destes curandeiros vendidos e vencidos desde sempre e para sempre. O falso argumento dos independentistas da FLA intenta a ideacão paranoide que Portugal não sobrevive sem as regiões autónomas não tem qualquer conotação com a realidade, antes pelo contrário, são as regiões autónomas que nunca se bastaram a elas próprias, dependendo dos orçamentos de estado do governo português, financeiramente, como é de domínio público! A origem do povoamento destas ilhas foi essencialmente portuguesa, uma razão mais do nosso orgulho português, aliás somos todos migrantes e emigrantes. Como pretende a FLA não somos um povo de Atlantes saídos das águas da lagoa das Sete Cidades, eis a diferença abissal que nos separa, somos e seremos para sempre Portugueses. Se a própria autonomia regional é uma farsa centralizada apenas numa ilha, como pretende a FLA anexar as restantes oito, como apregoa, em igualdade harmónica e "democrática", coisa que nunca foi nem será possível. O polvo sempre teve casa própria na ilha de S. Miguel, será sempre a partir de lá que estenderá os seus tentáculos usurpadores num interesse único e sempre que assim o entenda e convenha, porém sob a alçada da FLA a mais valia das "ilhas de baixo" seria um enorme lençol azul e branco com o símbolo da águia (não Açor) a arrochar oito ilhéus a desfraldar ás ventanias no ponto mais alto dos mesmos para a foto simbólica dos satélites da NASA. Grande orgulho Açórico o destes separatistas Cicoples! Estes deuses Gregos vivem no propósito passado e presente da exaltação do seu próprio ego e interesse, sem outra fórmula, despojada de qualquer virtuosidade pessoal, legal ou democrática. O SIS ( Serviço de Informação de Segurança) segue esta organização criminosa de perto, e bem, a única que deveria ser erradicada em definitivo de solo Autonómico. Fica-lhes bem os governos sombra em terras do tio Sam, ou outras, entre faustos banquetes e vivas à estupidez, que lá não tem limites, aqui tem, porque somos um povo de razões patriotas e honestidade inabaláveis.

Vítor Jorge

Exemplo da falsa valentia dos independentistas:

"Fontes próximas das chefias militares portuguesas garantem que a Marinha portuguesa desenhou um plano, e está preparada, para a invasão do mar dos Açores, caso ocorra uma proclamação unilateral do mar dos Açores como açoriano. Segundo as mesmas fontes, estudos científicos provam que uma percentagem significativa do mar dos Açores são lágrimas de Portugal, o restante sendo composto por sangue do tempo do tráfego de escravos e suor do trabalho roubado pelo colonialismo português."

Comentário ilustrativo

"uma reunião com o Trump ou com o Jinping  e queria ver esta força toda !!! marinha de merda !!!!!!"

MAR PROIBIDO

O maior erro de todos os governos, de todos os tempos, foi e será sempre a legislação de leis proibitivas e punitivas que incidem directa ou indirectamente sobre os mais pobres e carenciados. Sob a égide de "nobres" pretestos limita-se, proibe-se, extrapola-se, sempre visando os mesmos, sem escrúpulos dos danos causados às maiorias favorecendo inequivocamente as minorias. Este governo regional dos Açores não foge à regra, e pior, debita leis absurdas, sem sentido nem gota de respeito para com as tradições do seu povo, menos com as suas necessidades de subsistência nas mais variadas áreas, no caso presente, a pesca "no calhau", pomposamente chamada de lúdica. Primeiro foi a interdição da doca da Horta, sob pretextos desconexos.
Desde a sua construção ali viveram na melhor das harmonias movimentos de navios, aeronaves, etc. em alta escala, ( inexistente na actualidade)com o pobre que após um dia de árduo labor capturava algum peixe para suprir as necessidades alimentares das suas famílias que o magro salário não podia suster. Hoje como ontem as condições sociais não são favoráveis, aos mesmos de sempre com a agravante do elevadíssimo número de desemprego, salários miseráveis, reformas de fome visíveis, que a vergonha remete para "o calhau" na busca quiçá da única refeição do dia, negar-lhes essa única hipótese é o que este governo está a tentar implementar fazendo tábua rasa das realidades.
Para a concretização das proibições, faz-se valer este governo regional de um ror de nulidades, para justificar fins. A saber: motivo invocado, a proteção de áreas consideradas viveiros, de muitíssimas espécies piscícolas, e bem, segundo parecer do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, solicitou ao Clube Naval da Horta parecer sobre o assunto, e para não ficar com as vastas mãos abanando, introduziu a autoridade marítima, e o seu consórcio regional Portos dos Açores S.A..
Os factos:
Os erros mor dos cientistas continuarão sendo os mesmos de sempre: concluir após os factos consumados. Onde estavam eles quando os atuneiros faziam e fazem isco entre os calhaus?! Não os vimos quando da atribuição de licenças de mergulho e a sua consequente delapidação diurna e noturna dentro desses viveiros naturais capturando tudo o que mexe entre os calhaus em escassos centímetros de água?! Desapareceram quando grupos de turistas de mergulho altamente equipados se lançam à água nos ditos viveiros, fazendo o mar em sangue para a fotografia dos troféus?! O elevadíssimo grau de poluição das nossas águas que vem desde muito a ameaçar os fundos marinhos e consequentemente as espécies não seria objecto de profundo estudo científico e combate emergente ?! Que qualidade de pescado ingerimos?! (os que tem possibilidade financeira de compra).
Muitíssimas questões nesta área da investigação científica continuarão sem respostas objectivas e esclarecedoras da população em geral, porque inconvenientes a uma governação que zela ciosamente os seus interesses, e dos industriais, castigando severamente quem mais necessita, e os que mais pagam as tropelias que lhes são impostas sob a fórmula de lei "protectora".
Aliás é visível o desnorte, quando se solicita o parecer do CNH sobre a aplicação das proibições de pesca lúdica. Não reconhecemos a esta entidade qualquer tipo de poder representativo da população Faialense, logo, a sua total nulidade em qualquer parecer desta natureza, por ser um clube com associados que tem dinheiro para pagar cotas. Repetimos não representam o povo que deveria ser ouvido por métodos democraticamente aceites. A cereja no topo do bolo vem com a consórcia Portos dos Açores S.A. entidade que não deve ser vista nem achada nesta questão, porém como se trata de um erro gravíssimo, mais um menos um, igual a zero.
Antes de terminar deixamos um desafio ao governo regional, e aos cientistas do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores: provem-nos, com ou sem ciência, que foram os pescadores à cana e anzol que provocaram ou provocam a delapidação piscicola em curso, se o conseguirem provar, tem a nossa garantia de que doravante passaremos à fase da contemplação costeira, queimando simbolicamente as canas linhas e anzóis, para de seguida cair em peso à mesa da assistência social.
Se temos deveres temos direitos como cidadãos Açorianos de pleno direito.
Quando o governo regional dos Açores vende o destino turístico Açores deveria acautelar interesses de todos os residentes. Resultado: vende-se gato por lebre, ou pagará sempre o mesmo que teve a infelicidade de aqui ter nascido. Que orgulho tem um Açoriano em o ser se lhe são proibidos os acessos a uma secular tradição de pesca com cana e anzol. Nenhum argumento o justifica, procurem os verdadeiros culpados e seremos todos felizes à luz dos direitos humanos. Até lá continuaremos a pescar para subsistir, contra tudo e contra todos, nem temos dinheiro para a coima e em consciência tranquilos.
Convém construir mais cadeias! Prisões já temos em excesso.

Vítor Jorge

PRISIONEIROS DA PUBLICIDADE

Um grande técnico publicitário, e meu amigo pessoal, escreveu há alguns anos um artigo para o jornal "A Capital" versando o tema "As NovasTécnicas de Publicidade".
Afirmou que os superlativos já não exerciam influência no público e que ás expressões " óptimo, único, perfeito," se preferem termos atenuados, "relativamente bom, eficaz na generalidade dos casos". Em alguns países, na actualidade, não porque se inspirem na psicologia de massa e sim para resguardar o público de fraudes a lei proibiu os anúncios que aliciavam os ingénuos: "a erva que neutraliza o cancro"; o sal que cura a epilepsia", " a loção que restitui a cabeleireira ..." Hoje diz-se: "eficaz como coadjuvante ... recomendável como complemento da cura ..."
Mas o público se lhe disser-mos demais acredita menos, e dizendo-lhe menos acredita mais; continua, pois, a comprar o sal, a erva, a loção; e o resultado é o mesmo. Submerso no "maelstrom" da publicidade, que lhe reduziu ao mínimo os textos dos publicitários, o leitor sofre, sem a avaliar, esta violência psicológica: "beba, compre, peça, prove!"
Lembro-me dum cartaz de propaganda em Paris onde três ou quatro pedestres apontavam, com uma risada escarninha, um passante trajado de modo ridículo, com o estigma da ideotice na cara. Eis um homem que ainda não viu Phi- Phi, dizia o letreiro, Phi-Phi era uma opereta; e os que ainda não a tinham visto reconheciam-se naquele anormal (como eu) que estava a par dos sucessos parisienses.
Um anúncio que impressiona sempre é o que aparece anulado por dois riscos em cruz. Mesmo quem não lê sistematicamente anúncios, lerá esse.
A perfeição máxima foi atingida pelo anunciante que, sob o título "Saltem estas linhas", dizia: "Não leram o título? Não viram que deviam saltar este trecho? Então porque teimaram em ler? "Se ainda não desistiram, perdem o tempo. É o momento azado para mostrar que são dotados de força de vontade bastante para desistir. Não compreenderam? Basta! Chegaram a meio e ainda continuam. Não sabem resistir à tentação de ler a linha seguinte. Ou resistem? "Não.
Bem dissemos nós.
"Sabem explicar o que lucraram com isso? Nada. Mas vocês procedem como se estivessem enfeitiçados. "Restam poucas linhas. Mostrem que tem força de vontade e parem. "Mas provavelmente são curiosos e perderão tempo, lendo até ao fim. Não é? "Então comprem ... "
Sofre o sistema nervoso comprometido pelas violências, pelos abusos, pelas obsessões da publicidade, cantada musicada, declamada através das ondas do éter, aconselhando o depurativo regenerador da circulação, garantida de artérias de papagaio, e longevidade correspondente. Estava eu a almoçar num restaurante da baixa Lisboeta com este meu amigo publicitário. O dono do local, mais hábil em preparar um "cozido à portuguesa" do que em destrinçar nós psicológicos, mostava-se alarmado pelo letreiro inaugurado pelos seus três concorrentes da mesma rua: "Aqui come-se melhor do que em Lisboa inteira". "Servimos pratos que não os há tão bons em todo o Portugal". "O restaurante onde se come melhor do que em todo o mundo". O pobre homem sabia que não é possível ir além do universo e não via como desbaratar os rivais. O meu amigo, mestre da publicidade, aconselhou: Escreva: "aqui come-se muito melhor que em toda a rua". Nesse ponto intervim eu, que não sou poeta menos técnico de propaganda: Pode fazer uma coisa muito mais simples. Escreva: "Aqui come-se".
Resultou! Para ele, e para mim. Ainda me lembro de ser obsequiado com três almoços grátis, e uma amizade que perdura até hoje, desinteressadamente.

Vítor Jorge 17/07/2016

(Deixo expresso o meu pedido de desculpas aos meus fiéis leitores(as) pelo facto do tema de hoje não ter incluído os nossos doentes, casos do vosso interesse pessoal, animais, etc. Recordo que cada caso é um caso e todos merecem a minha mais empenhada preocupação, excepção para casos específicos com os quais não se identificam. Lamento não ser à double face. À la tienne. Merci.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

À PEDRADA

                    À PEDRADA

Naquele tempo escribas e fariseus trouxeram à presença de Jesus uma mulher surpreendida em flagrante adultério, que segundo as leis de Moisés teria que ser apedrejada como punição do acto. Instaram Jesus a pronunciar-se sobre a questão, mas Jesus não estava para aí virado, escrevia com o dedo na areia, um método inteligente de fugir a questões pertinentes. Porém os tipos, que eram uns chatos do caraças, insistiram, ao que Jesus respondeu: o único de vós que não tiver pecado lance-lhe a primeira pedra, e continuou a escrever com o dedo na areia, talvez a redigir este ou outros erros bíblicos mais tarde impressos por Gutenberg.
A sós com a mulher adúltera Jesus perguntou-lhe se a corja não a tinha punido, ao que ela respondeu negativamente, então Jesus sentenciou: se eles não te castigaram eu também não o farei, e mandou a aflita dama em paz, desconhece-se no entanto se lhe terá recomendado mais recato nas futuras celebrações do corpo. Século XXI, a história repete-se, não com uma mulher, mas com um povo inteiro.
Os escribas e fariseus do governo regional dos Açores, desataram sem dó nem piedade, menos capacidade governativa, a lançar pedras por tudo o que é sítio e recanto: novo matadouro da Horta, placas, plaquinhas, plaquetas, e outras coisas de tretas, enquanto o essencial, o fundamental se degrada no tempo, por ter sido escrito na areia das cabeças que lhes deram o voto solene. Para progredir à que concretizar cada área, começar não acabar é o ponto de desordem deste governo regional. Cito apenas algumas áreas: Saúde e Coesão Social, Educação e Empregabilidade, Inovação e Investigação, Economia Tradicional, Economia Emergente, Qualificação da Democracia, Crescimento Sustentável e Coesão Territorial, Projeção Externa dos Açores, Atractividade Regional, Reforma de Autonomia. Apenas estes pontos sugeridos no boletim do governo regional "Prestar Contas". Nenhuma destas áreas governativas está condignamente actualizada em consonância com as realidades e necessidades do povo Açoriano.
Consolidar responsavelmente cada uma delas é o mínimo exigível num processo democrático comprometido para com o eleitorado. O povo sofre as consequências graves destas "meias de leite" simultaneamente alvo do lançamento de intensa e perfeitamente dispensável chuva de pedras como punição anacrónica.
No parlamento, e fora dele, há vozes coerentes que insistem e persistem na regulamentação democrática deste desnorte. São a voz do povo que sofre as realidades das "passas dos Algarves" que continua comendo o pão que o diabo amassou no silêncio dos medos, de uma subsistência falida de direitos fundamentais onde se arrancam a ferros deveres a uma pobreza que retira da boca para fartar injustiças sociais.
Humanos já não somos! Apenas um número, parte de uma equação matemática esquematizada escrita com o dedo nas areias dos nossos desertos de incertezas quotidianas.
"Coesos e unidos, e preservando a estabilidade social e política, somos capazes de avançar em nome do futuro dos Açores". Palavrões do actual presidente do governo regional dos Açores que ofendem e ferem profundamente todos os Açorianos apedrejados inocentemente, mas com um pecado sem remissão. Votaram PS.

Vítor Jorge
15/07/2016

quinta-feira, 14 de julho de 2016

NEBLINAS & TURISMO S.A.

NEBLINAS & TURISMO S.A.

Esta asfixiante e intermitente neblina em pleno mês de Julho, faz-me dor de cabeça. Abro as janelas, para as fechar imediatamente a seguir. Temo que a réstea de verão que sobra dentro destes quartos se escape. Saio para a rua, a impiedosa neblina não permite que o meu olhar ultrapasse os dez metros, outras vezes, nem tanto.
Apoio os braços na janela da bruma, penetro como uma flecha na densidade asfixiante e depressora da bruma plumbea: o azul suave, a carícia do sol invadem-me, ergo esta orgia de sentidos nos meus braços, como se ergue um afogado para o transportar a terra firme, um tremor de emoção, contemplo o universo, pior melhor, não sei, respiro sol, azul, daria metade da minha vida por este tónico natural que ora me fortalece. Talvez não tenha sabido olhar, tenho os meus olhos apagados pela neblina, sou um cego honesto.
Não acreditem que os meus dedos me transmitem a paz roçando o pontilhado dos caracteres Braille, nas minhas leituras e preocupações sociais, o desassossego anula a estúpida tranquilidade que oferece a posse sem lutas, a persistência da densa bruma continua sendo um arpão na esperança democrática destas ilhas Acóricas.
Vislumbro além das neblinas: o povo que se bronzeia da densa névoa, aplaude de pé o progresso nebuloso à boleia das neblinas protectoras em que se firma evanescente. A espessa densidade de fog cativa turistas! Quem diria! Tantos, que entopem as ruas dificultando o trânsito automóvel. Delicadamente imobiliza-se a viatura, sem progresso chega-se tarde ao emprego, ás necessidades de quem pretende suprir a existência. Nada! Ninguém se move um milímetro.
Por vias da lógica as viaturas automóveis vem equipadas com uma buzina que obrigatoriamente se faz soar mínima e delicadamente em fá sustenido para não quebrar o enleio e felicidade de quem amávelmente nos visita. Estala o verniz, o caos, os visados entendem que pagaram o silêncio, as ruas, o fog, a ilha inteira. Partem para viatura visada com a agressividade a quem desfacelaram os tímpanos, insultam, pontapeiam, (inclusive senhoras) extremam-se posições e, por fim, lá se consegue a tão desejada progressão, agora depressiva na expectativa da próxima que poderá surgir ao voltar da esquina seguinte. Sem generalizar, não é lugar comum, mas cada dia há mais casos.
O turismo é desejável, mas nunca o seu futuro desorganizado.
É possível a coabitação saudável de turistas e residentes desde que impere o respeito mútuo. Surgem novas empresas pretensamente vocacionadas para o turismo, até para o científico, todas são dignas de aplausos, porém a desorganização flagrante, a cegueira do lucro fácil, constituem motivo de preocupação.
Vender gato por lebre, ou comprar férias no paraíso, trás repercussões negativas a breve trecho, que ninguém modera ou acautela relativamente ao futuro turístico regional.
Abram alas e siga a festa, vamos alugar as ilhas, exportar nevoeiro, manuais para turistas pedestres, viver para o Vaticano, subsistir de alugueres, e rezar  terços em harmonia com o orgulho da fé(zada.)

Vítor Jorge 13/07/2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

AS MINHAS PRECES A NOSSA SENHORA


Respeitosamente, não gostaria de deixar passar esta opurtunidade rara da visita da imagem de Nossa Senhora peregrina a esta Ilha Azul, cor do céu, para lhe dirigir publicamente algumas preces que julgo dignas de serem expostas À Sua excelsa benevolência e misericordiosa compaixão. Não peço nada para mim, não me assiste esse direito em consciência, nem padeço de egocentrismo. Peço perdão por não Lhes dirigir as minhas preces de joelhos, mas sabe, aquela questão do reumático que me dificulta as genuflexões continua em crescendo, pelo que forçadamente terei que ficar ereto, como as árvores, que conheceis muito bem .
Senhora, permita-me iniciar as minhas preces que desejo e suponho que atendereis na Vossa infinita misericórdia : peço-vos perdão pelos "tremeliques" sofridos durante a vossa viagem a bordo da Sata, mas sabe, é também esse o nosso martírio (só temos esta). Perdoai Senhora a quantidade e a qualidade de todos aqueles que participam no cortejo automóvel até esta cidade que como sabeis transportam na mala do automóvel os excessos de petulância e má fé que não lhes cabe nos corações. Tende piedade de todos os que não acompanharam o vosso cortejo por não, possuirem automóvel,  sabe, a correr nenhum chegaria vivo, ainda é longe. Ao passar, dirigi os vossos misericórdios olhos para o estado das nossas estradas e ambientes circundantes, Vós sabeis, tal como eu, que sereis conduzida pelas artérias mais apresentáveis numa manobra digna da Vossa passagem, porém dignai-vos olhar para a rua Consul Dabney que é o espelho fidedigno de todas as outras: as crateras tapadas com alcatrão a frio e à "sapatada" tem a duração de um dia ou horas, se chover nem isso, o povo que percorre diariamente essas ruas ou pseudo estradas para os seus parcos empregos, não ganha para suspensões e amortecedores das suas viaturas, e são poucos os bem-aventurados que possuem jipe todo o terreno, neste item suplico Senhora, cravai bem fundo a vossa espada de justiça nos corações dos responsáveis por esta injustiça que pagamos com o suor dos nossos rostos, e que decerto vos acompanharão no vosso cortejo. Olhai misericordiamente para os condutores de veículos deste pequeno burgo, que não exitam em parar a viatura para pôr a conversa em dia, tomar café, ir à padaria etc. sim esses mesmos que certamente fazem parte do vosso cortejo, dai-lhes Senhora a capacidade de perceberem que interrompem o trânsito, e que atrás deles estão  pessoas com pressa ocupadas com a sua vida exigente .Tende piedade dos pobres, Vós sabeis quantos, visíveis e invisíveis, dos desempregados vergados sob o mesmo peso da injustiça e burocracia consentida por quem nos governa, aqui na terra, cravai de novo a vossa espada da justiça social  nos seus corações de pedra. Já nesta cidade, vê-de com os vossos santos olhos, a falsidade, a idolatria, as lágrimas de crocodilo, os falsos profetas, os sofistas, os falsos pobres, facínoras, fanáticos, egoistas, golpistas, e tantos outros que suprimi da lista afim de não Vos sobrecarregar a agenda, a Vós que tudo sabeis suplico da Vossa sábia justiça o que em Vosso supremo entender merecem. Dirigi Senhora o Vosso santo olhar para a nossa doca vazia da presença deste povo, nascido e criado ali, e que cérebros doentes de ideotice proibiram o seu acesso, suplico-vos que lhes retirais a anomalia de que padecem afim de ser derrubado o muro da vergonha que nos separa do que é nosso por direito. Iluminai as mentes do nosso povo, retirai-o do comodismo e conformismo de que padece, e dai-lhes voz para clamar a justiça que pregais na Vossa bem aventurança. Tende piedade das beatas, beatos, que nos envenenam o sangue, e que constituem um fulcro de poluição de difícil erradicação secular.  Senhora Magnífica, não permiteis que os Vossos ministros insistam em espoliar as mentes do vosso povo com a tradicional tendência politica direitista, todos fomos paridos em dor ninguém é  mais que ninguém ao vosso Santo olhar, permiti que sobrevivamos em igualdade e justiça, tambem somos filhos da mesma justiça. Ou não? Fico indeciso, na minha infância obrigaram-me a rezar a seguinte oração : "livrai-nos Senhora de Fátima dos comunistas e terroristas, se a fome vier é a Vossa infinita vontade, tende piedade de nós, amém"! Vivi, envelheci, e aprendi, que esta bendita oração benificiava um regime de terror e miséria. Hoje os tempos mudaram, não mudou a mente dos opurtunistas e corruptos que tem conduzido esta "Vossa Pátria amada" ao caos económico e de novo ao terror da fome e da pobreza. Dignai-Vos Senhora partilhar com os desamparados o rico pecúlio do Vosso Santuário, não permiteis que continue a engordar o banco do Vaticano, enquanto dentro de portas se passa fome. Compreendo que depositar dinheiro nos Bancos Portugueses não é seguro, doar aos que precisam Vós sabeis que é um investimento segurissimo, tomai essa nobre atitude expulsando os Vossos administradores que não diferem em nada dos restantes colegas de profissão.
Suplico-vos piedade para com os escoteiros, não permiteis que as criancinhas sejam vítimas inocentes do faz de conta, do elitismo xenófobo, e da falsa ilusão de missão que não cumprem, nem digna da tão apregoada e desejada unificação humana de paz concórdia, e compromisso activo e constante com o meio ambiente. Vós sabeis a verdade, tomai-a no vosso Sagrado coração e eliminai do nosso convívio pecados tamanhos.
A terminar, desejo-Vos que a estadia nesta Ilha azul alegre o Vosso coração de infinita bondade ; na vossa partida inundai os corações deste povo de espírito participativo, reivindicativo, no amor pelo próximo e pela igualdade unificadora do bem estar a que todos temos direito de liberdade escorreita.
Saudo-Vos respeitosamente.
Amém !

(texto de oração pessoal e colectiva protegido por copyright)
O autor não utiliza o acordo ortográfico por questão patriótica.
Este blogue é um espaço livre, se lhe aprover comente com o mesmo espírito, é sempre bem vinda(o) se vier por bem!

O ESCOTISMO NÃO DEVERIA EXISTIR

O escotismo algumas vezes tornou-se controverso,tanto na América do Sul como por movimentos de resistência nacionalista na Índia. O escotismo foi introduzido naÁfrica por militares britânicos como um instrumento de domínio colonial, afim de legitimar a supremacia do Império Britânico nos lugares conquistados. Entre uma das críticas ao movimento criado por Baden-Powell está na não-permissão de jovens homossexuais nos grupos. Também sofreu críticas ao longo dos anos por não permitiram ateus no movimento, embora em alguns países como os Países Baixos e Suíça tenham permitido a entrada de jovens ateus no escotismo.

O escotismo foi proibido em todos os países comunistas, na maioria dos países fascistasno século XX, e alguns países de regime totalitário até hoje, como o Afeganistão dentro doTalibã, Malawi e Irã. A URSS baniu o escotismo em 1922, criando um movimento adaptado chamado Organização Pioneira da União Soviética. Durante a Segunda Guerra Mundial,o escotismo foi banido da Alemanha,Itália,Japão,Hungria e Romênia. Em contrapartida,o ditador alemão Adolf Hitler criou a Juventude Hitlerista. Benito Mussolini criou a Balilla. O governo romeno criou a Străjeria. não existem organizações escoteiras em Cuba,Coreia do Norte,Laos,Myanmar e na República Popular da China, exceto nas ZEE.

Algumas pessoas,como o jornalista Roberto Porto, que já foi escoteiro, acusam o Movimento Escoteiro de ter como o objetivo principal tornar os membros do movimento futuros maçons. Outras pessoas consideram os ideais escoteiros "ultrapassados","fora de moda", segundo o mesmo jornalista. O escotismo sofre críticas de defensores dosdireitos dos animais por incentivar a tortura e morte de animais em testes de sobrevivência na selva.

Gabriel Baltazar 

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Um comentário:

Jonheiny Alves6 de maio de 2013 04:58

O motivo pelos quais o movimento escoteiro foi proibido nos países comunista envolve por grande parte o envolvimento dos ingleses e americanos na inserção do Mov. Escoteiro na formão capitalista e na contra revolução! Mas já existe a indicação de que a região escoteira da Venezuela venha a atuar na formação da nova região de Cuba! 

o/

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