quinta-feira, 19 de julho de 2018

O BALHO DA POVOAÇÃO

O BALHO DA POVOAÇÃO

Que viva e se regenere o folclore Açoriano!
Este, foi o tema estrategicamente selecionado pelo governo e gestão de uma pseudo companhia aérea regional SATA, para embalar os seus utentes em estilo surround, levando-os a ceder ao ímpeto neurótico gerado pela desutilidade pública deste boteco aéreo. Diariamente o polegar do governo regional e administração da companhia inverte-se jogando na arena os pobres passageiros  entregues ao pasto das feras com requinte de desrespeito e maldade, de fazer corar os grandes imperadores da Roma antiga.
Os lesados travam lutas épicas nas redes sociais, travam-se de razões, denunciam, embirram, babam-se, espumam de raiva, ao som do balho da Povoação, pianíssimo, anestésico, até à próxima atrocidade de minutos ou horas. Questiona-se a ausência de métodos, porque existem, de colocar um ponto final nesta parafernália surrealista que não penalize mais este povo sem alicerces políticos mas com princípios e tradições gloriosas, morto, sujeito aos caprichos de estarolas, testas de ferro, de pressupostos governativos inexistentes a uma redenção digna e  progressista, por direito próprio.
Filho que nasce antes da mãe, só poderia ser inventado pela filha da padeira toda a noite a peneirar. Basta de senhor sogro já cá vai! Entoe-se qualquer hino libertador que nos devolva imediatamente aquilo a que nos assiste por ordem justa e humana defendida por políticos credíveis que se apagou da memória das gentes, só porque nunca mereceram a urgência da razão. Decidam-se, sobre o leitinho derramado!

Vitor Jorge

O “Balho da Povoação” é o único balho em que os pares dão mas mãos. Dão-lhe o nome de Vila da Povoação, porque é originário desta, a primeira terra a ser povoada pelos portugueses, por volta de 1439. É muito antigo e a sua coreografia lembra uma flor que se abre e O fecha."

Balho da Povoação

Minha avó quando nasceu
Eu já tinha três semanas,
Já vinha da Povoação
C'um saquinho de castanhas

Ontem à noite fui ao balho
Mai-la minha rapariga,
Eu dei-lhe um beijo na testa
E um beliscão na barriga

Minha mãe quando nasceu
Eu já estava em S. Vicente.
Minha mãe está teimosa,
Que nasceu à minha frente

Oh que linda rosa esta
Tenho eu ao pé de mim!
P'lo cheirinho que ela deita
Parece que veio do jardim

Nesta terra não é uso
Ir pedir a filha ao pai
Vai-se p'la escada acima
«Senhor sogro, já cá vai»

O balho da Povoação
Quem havia de inventar?
Foi a filha da padeira
Toda a noite a peneirar

"Folclore popular da Ilha de S. Miguel Açores. Versão: ( Ronda dos Quatro Caminhos) "

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A "SIMPATIA" DA ATLÂNTICOLINE

A "SIMPATIA" DA ATLÂNTICOLINE

Viagem Horta Madalena hoje 09/09/2017, Gare da Horta, às 07h30m no navio Mestre Simão: acesso à aquisição de bilhete através de intrincado labirinto de "fitas" confuso e desnecessário, com boa vontade o "corta bilhetes" é suficientemente simpático, partida com dez minutos de atraso, "normal", por conta da simpatia. Viajem e chegada agradável e sem incidentes ao porto de destino: Madalena.
Regresso à Horta, viagem das 09h45m mesmo navio, mesmas "fitas" labirínticas por cópia ao milímetro, igual simpatia do "corta bilhetes". Saindo a porta da gare para embarque, um soberbo "brinde": a um metro de distância da porta uma moto quatro com potente escape voltado para a saída dos  passageiros cuspia abundante fumarada enquanto o suposto operador sentado com o rabo para o volante aguardava que o "baptismo" se cumpri-se até ao último passageiro. Com náuseas uns, abanando a fumaça outros, muitos tapando o nariz, lá embarcaram todos em paz e harmonia, até porque nem havia motivos de reclamação. A "simpatia" da ATLÂNTICOLINE é um mar de emoções imprevisíveis à medida de cada passageiro. Que não se dê importância ao reparo poluente, afinal é o minimamente razoável por estas bandas, aliás acontece em toda a parte quando a incompetência tem mais marés que marinheiros.
Este incidente não provocará nenhum furação, no mínimo é uma falta de respeito para com o passageiro que evolui das antigas lanchas do Pico nas quais comer fumo durante meia hora era obrigatório. Hoje nem um segundo se permite com tanto empreendimento de "requinte operacional."

Vitor Jorge
09/09/2017
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Comentários
depreciativos a este post: Roger Dias imigrante reformado residente nos Flamengos - Marco Medeiros Medeiros (marreco) funcionário - Bruno Peixoto funcionário- Nuno Capela funcionário- Flávio Costa- funcionário- Frutos Furtado- desconheço

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PASSEIO BIZARRO

Chove a cantaros!
Mulher de porte elegante desafiando idade ignota, vestido com motivos floreados, toca de banho na cabeça, sandálias de cunha alta, está sentada sobre pequeno muro encharcada. Cruzo-me com ela na minha caminhada matinal acompanhado do meu fiel amigo. Com delicada vénia dirijo-lhe os bons dias, obtive como resposta o insulto rebarbativo: é preciso ter lata, lá vem este com esta porcaria sujar tudo, detive-me e como resposta exibi os sacos de plástico que sempre me acompanham com o objectivo de limpar qualquer sujidade provocada pelo meu cão. O resultado foi nulo, a senhora prosseguiu nos seus impropérios subindo o tom ofensivo de mulher mal fodida. Ignorei, prossegui a caminhada limpando como sempre os dejectos do meu companheiro. Invulgar será permanecer sentada debaixo de chuva intensa com uma touca de banho na cabeça, ou talvez não, quando a psique humana sofre transformações imprevistas, também posso ser vítima, daí a minha compreensão para com a situação vivida hoje.

Vitor Jorge
04/09/2017
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Comentário:

Maria Kurtenbach:
Mais uma bela descrição duma cena da vida diária, digna dum Du Bocage,sátira inteligente,  nas palavras dum Humanista como o meu grande amigo Vitor.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

OBSESSÃO DANOSA

OBSESSÃO DANOSA           

A doutrina católica ensina que a missa é um verdadeiro sacrifício de caráter propiciatório: que pode ser oferecido pelos vivos, em expiação dos pecados, e pelos defuntos, em alívio das penas.
Continua a ser consensual maioritariamente nas nove ilhas dos Açores, e deve merecer respeito de todos mesmo que não se identifiquem com a doutrina catolicista. Quem respeita exige respeito, um princípio da lógica elementar como fundamento da concórdia harmónica entre as gentes.
Infelizmente assim não acontece, a igreja católica continua prepotente na persistência do domínio absolulutista do culto da personalidade, sacrificando com perfídia os considerados "pecadores". Hoje Domingo 4 de Setembro de 2016 fica assinalado na história desta freguesia das Angústias, mais um angustiante  abuso inqualificável.
De manhã foram encerradas ao trânsito automóvel as principais artérias desta freguesia, quem intentou fazer a sua vida normal teve que se submeter a desvios impensáveis com despesas em combustível e profundo incómodo na deslocação de idosos com dificuldades motoras obrigando-os a percorrer a pé consideráveis distâncias até às viaturas de familiares obrigadas a estacionar onde as consequências o permitiram.
Pelo caminho havia um afã inusitado na construção de um tapete de verduras, trinta metros aproximadamente.
Pasme-se! Todo este aparato, porque um dos seus fiéis filhos "disse a sua primeira missa nova", motivo de comemoração fantástica, que aproveito para parabenizar. Submeter uma população inteira ao evento por mais sacrossanto que seja, ou aparente, é um acto egoista digno de profundo repúdio, de quem foi vítima passiva de mais este abuso declarado de prepotência sobre todas as coisas.
A título de curiosidade, e como nota final às 18 horas locais ainda se mantinham as proibições de circulação automóvel. Está escrito no "livro sagrado" que por intercessão divina o mar se abriu facultando a passagem à multidão a pé enxuto. Aqui não aconteceu, e teria facilitado muito.
Que tal começar pela humildade e respeito sagrado pelo povo independentemente do seu credo aos olhos do Senhor todo bondade omnipresente?!

Vítor Jorge

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O GATO DAS BOTAS DO CONDADO DAS ANGÚSTIAS

O GATO DAS BOTAS DO CONDADO DAS ANGÚSTIAS

Porto Pim e a sua fortificação com história, o porto em si com a sua rampa de varar num passado recente pejada de embarcações construidas em madeira com as quais milhares de pescadores colheram no mar o sustento das suas famílias. Era vê-los nas chegadas com o colorido dos seus pequenos barcos com abundante quantidade de diverso pescado colocado na "banqueta" do sopé do forte, na rampa, à disposição do freguês com possibilidades financeiras, porque o pobre não é comprador, e na época não era excepção. Mais tarde por determinação "régia" foi proibida a permanência de qualquer embarcação piscatória, e entregue ao veraneio sazão. Hoje é palco de banhistas sem assistência de salvamento, inexistência de instalações sanitárias, (directo no mar) e uma rampa pejada de limo escorregadio como "graxa" na qual muitos banhistas desconhecendo o perigo, pagaram caro a ousadia com quedas aparatosas e graves. Este ano de 2017, e após os danos pessoais, também por decisão "régia" foi pintada uma linha amarela no local de perigo e fixado triângulo com aviso preventivo do mesmo. Motivo de congratulação?! Não, de forma alguma! A pertinente questão é de que neste "condado" das Angústias reina o gato das botas e o seu fiel amo marquês de Camarus, razão porque cada "euro poupado" reverte para o reino. Para trás após as "besuntadas" promessas eleitorais ficou tudo por fazer, ou melhor, foi executado o excessivo, agradável ao marquês de Camarus, enquanto o necessário e gritante continua a leste do Paraíso: o lixo a céu aberto na Travessa de Porto Pim, a total degradação dos passeios das principais ruas desta freguesia mártir, a porcaria espalhada pelas ruas a aguardar chuva ou vento forte à espera de limpeza natural em cascatas e redemoinhos "encantadores". "Encantador" é também uma espécie de duche de encosto ao muro do forte, que já passou por várias metamorfoses, sobrando hoje vários tipos de tubagem, e torneiras. Curiosamente funciona, na ausência de melhor, os banhistas aproveitam o apetrecho para tomar o seu banhinho refrescante antes de regressar a casa; nada demais, não fora a utilização por parte dos mesmos de altas doses de gel de banho e shampoo utilizado que com subtil esgoto conduz directo ao mar, provocando uma enorme mancha de espuma massiva e em forma de bolhas poluentes.
Este gato das botas e o marquês de Camarus estão de parabéns, melhor é impossível. O rei vai nu, o povo aplaude as sucessões com olho gordo nas "grandezas" roubadas ao pormenor de onde tudo nasce e morre cegos como gatinhos das botas acabados de nascer.

Vitor Jorge
23/08/2017
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O VELÓRIO DAS CAIXAS MULTIBANCO

O VELÓRIO DAS CAIXAS MULTIBANCO

Todos os anos nesta época as caixas multibanco desta cidade da Horta entram em modo de falência mortal estupidificante. Escutam impropérios, discursos lidibinosos, e sevícias dos mais afoitos: pontapés, socos, abanões, e outros que a situação propícia, isentas de culpa, à mercê do julgamento individual. Se não é possível aos bancos que operam estas caixas repor dinheiro em quantidade face à necessidade, seria de bom tom, por esta época esta informação no visor em várias línguas: ATENÇÃO, ESTA MÁQUINA NÃO DISPENSA DINHEIRO DURANTE A SEMANA DO MAR , VOLTE MAIS TARDE, OBRIGADO. Evitar-se-ia o desconforto e aborrecimento de quem pretende utilizar um cartão (por muito dourado que seja) tem que calcorrear a cidade inteira em busca do "milagre" que não acontece. Será que não há dinheiro disponível que baste à procura, ou não são tomadas as devidas providências necessárias para obstar o erro que proporciona uma péssima imagem da Ilha, desnecessariamente.
Se a questão reside na falta de papel moeda para reposição dos stocks necessários ao normal funcionamento das caixas multibanco, que se contacte a empresa de transportes aéreos campeã de aluguer de aeronaves SATA, versus air azores para o fretamento de um helicóptero pesado Kamov específico para o transporte de tonelagem em suspensão (no caso reforço de notas de banco) e operação no nosso aeroporto limitado a pousos e decolagens verticais em regime diário com prolongamento do funcionamento aero portuário noturno, minimizando olhares indiscretos e más línguas. Eis aqui a receita, a título gratuito, como contributo para o PS garantir a vitória nas próximas eleições. A tibieza do gato é gigante e não consegue esconder a enorme cauda visível diariamente, mau grado nesta semana do mar. Felizmente não temos a praga dos fogos, infelizmente falta de dinheiro, e sobras de esbanjadores profissionais, em ação  perto de si.

(Entre a alternância do parecer e não ser)

Vitor Jorge
09/08/2017

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

FINALMENTE...

FINALMENTE...

Aparte os excessos comprometidos, a rua Cônsul Dabney reabriu de novo ao trânsito. Explendorosamente eleitoralista, comporta no subsolo "tudo" o que será supostamente exigível hoje e no futuro, se se abrirem novos buracos não deve ser motivo de estupefacção, será obviamente para encontrar alguma esferográfica Bic  esquecida no fervor da obra. À superfície nada de novo, seria expectável em vez do asfalto, a pavimentação em betão e teríamos uma séria concorrente à rua mais íngreme do mundo, a Baldwin na nova Zelândia com uma inclinação de 35%, faz parte do Guiness, e é atração turística mundial no festival anual Baldwin Street Guttebuster no qual os turistas se divertem a subir e descer a rua, ao cimo conta com uma fonte de água fresca potável para saciar a sede, o que aqui escapou. Lá como cá esta "maravilha da tecnologia local" poderia ser rentabilizada com entradas pagas, o preço de cada bilhete lá é de um dólar e noventa cêntimos, revertendo o dinheiro para obras de caridade. Por cá, uma sugestão moderna com a marca PS faria toda a diferença: alugueres de patins, skates, carrinhos de esferas, caiaques, bandeirinhas, lenços, sacos para enjoo, rolos de papel higiénico, e fraldas descartáveis exclusivas para as visitas do executivo regional e camarário. Esta nota, só para provar que o progresso existe distante destas paragens. O povo estava tão habituado aos desvios que nem daria por nada. Viva o PS e as suas obras eleitorais desenxabidas.
Nota: seria sensato contabilizar as esferográficas não vá o diabo fazer das suas quando isto arrefecer.

(Entre a alternância do fazer e não fazer)

07/08/2017

Vitor Jorge